Por: Soraya Imanari, gerente de Relacionamento e Televendas da Netfarma


Meu primeiro emprego foi aos 14 anos, em uma farmácia. Trabalhei como atendente na seção de perfumaria, o que me deu bastante experiência com o público. Depois de cinco anos, resolvi morar no Japão, com o objetivo de juntar dinheiro e sair do aluguel.

Sim, mesmo com pouco idade, já sentia a responsabilidade de me preparar para ter futuro mais tranquilo e “ter um teto para morar” num país onde os valores dos aluguéis são alarmantes, esse foi o primeiro passo para consolidar meus planos. Em três anos, consegui atingir minha meta e voltei para o Brasil, cansada, mas, feliz! O esforço valeu a pena, comprei minha casa!

Fui recontratada pela farmácia que havia me dado o primeiro emprego, mas agora como gerente de vendas. O convívio com a área me despertou a vontade de voltar a estudar, conhecer melhor o mercado e me profissionalizar.

Então, fiz faculdade de marketing e me encontrei no mundo. As aulas me inspiravam, me faziam brilhar os olhos. Era uma sensação muito gostosa aprender e perceber que aquilo fazia sentido e tinha um espaço importante na minha vida, no meu dia a dia.

Saí da perfumaria para fazer trabalhos em uma empresa de gestão de experiência do cliente, fazendo pesquisas, analisando a concorrência e atendimentos. Mais conteúdo para o meu currículo.

E, então, aos 30 anos de idade, tive outro momento decisivo muito importante na minha vida: ser mãe. Eu estava bem profissionalmente e sabia que ter um filho implicaria abrir mão da minha própria vida em detrimento de uma pessoa que dependeria 24 horas de mim. Não deixei a dúvida e o medo adiarem meu sonho. Engravidei e optei por ficar um ano em casa cuidando do baby, hoje com seis anos.

Assim que ele completou um ano, me deparei com outro medo: deixá-lo para voltar ao mercado de trabalho. Foi um conflito de sentimentos, pois, ao mesmo tempo que meu coração estava partido com a decisão, por outro lado, eu poderia proporcionar a ele mais conforto. Pensei numa solução para ambos os problemas: um trabalho de meio período, perto de casa. Achei! Comecei a trabalhar na NetFarma, que ficava a cinco minutos de casa. Ia e voltava a pé e, ainda de brinde, praticava exercício físico.

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Minha carreira na NetFarma

Comecei na empresa atendendo o consumidor final via telefone e chat. Tudo foi tão intenso que, no segundo mês, eu já não sofria mais em deixar meu baby para trabalhar. No quarto mês de empresa, surgiu um processo seletivo interno, no qual me inscrevi e passei. Fui promovida a monitora de qualidade, onde comecei a tratar o Reclame Aqui. Depois de quase um ano, fui promovida novamente, desta vez a supervisora do televendas, pois já acumulava bastante experiência com vendas.

Mais uma vez, menos de um ano depois, fui promovida a coordenadora da Central de Relacionamento e Televendas e, no final de 2016, mais uma surpresa: fui gratificada com mais uma promoção, a gerente de relacionamento e televendas.

Foram muitas mudanças na empresa num curto período de tempo (quatro anos e meio), o que mostra que a NetFarma tem profundo respeito e confiança no meu trabalho. Aqui tenho liberdade para opinar e buscar melhorias para os clientes, sempre. E isso me impulsiona a fazer cada vez mais e melhor.

É muito importante a gente acordar de manhã e saber que temos um propósito a ser cumprido. Que existem pessoas, independente do grau hierárquico, que precisam do nosso trabalho e podemos contribuir positivamente para o benefício do todo. Desafios me incentivam a ser uma profissional melhor, assim como ser mãe me tornou uma mulher melhor.

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