O foco do assunto sobre vazamento de dados esteve até o momento no Facebook, que precisou se justificar em horas de depoimento no congresso dos EUA, mas, no dia (29/04), foi divulgado que o Twitter também vendeu dados da sua rede.

A empresa Cambridge Analytica esteve envolvida igualmente no caso do Facebook com a atuação de Aleksandr Kogan, que comandou a compra dos dados de informações de usuários quando controlava a Global Science Research (GSR), empresa especializada em estudo de segmentação e perfil de consumidor.

“As companhias devem encarar as redes sociais como um grande banco de dados, pois a intenção de quem compra sempre será de usar as informações para manipular a opinião pública”, diz o CEO da empresa de marketing de influência Squid, Felipe de Oliveira em opinião dada sobre esses acontecimentos.

Leia mais sobre o depoimento de Mark Zuckerberg.

Quando ocorreu a compra dos dados?

O repasse foi realizado em 2015 pela GSR, que forneceu os dados numa amostra de tuítes públicos do período de cinco meses de dezembro de 2014 a abril de 2015. A empresa colheu os dados através da utilização de uma API, interface que atua num conjunto de programação para a construção de aplicativos.

Compartilhamento de dados

O Twitter afirma que as informações particulares não foram compartilhadas, ou seja, os dados vendidos não violam a privacidade dos usuários e não afetam a integridade da rede social.

Em declaração, o Twitter afirma que já removeu a Cambridge Analytica da lista de suas afiliadas de anunciantes e fez uma varredura para retirar empresas semelhantes por terem modelo de negócios a qual não estavam de acordo com as práticas do Twitter Ads (plataforma de publicidade da companhia).

Cambridge Analytica vai à falência

Após envolvimento no vazamento de dados do Facebook, a Cambridge Analytica declarou falência (Abril 2018) por não ter mais condições de operar, já pelo envolvimento no caso do Facebook, onde 87 milhões de usuários tiveram suas informações violadas, gerando a consequência de  processos judiciais e multas que custarão R$ 131 mil reais por usuário.

Fonte: O Globo/Exame

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